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José Serra seria eleito governador do Estado de São Paulo se a disputa fosse realizada hoje. O prefeito paulistano venceria já no primeiro turno, com ampla margem de vantagem sobre seus adversários, conforme revela pesquisa Datafolha realizada entre os dias 16 e 17 deste mês. O tucano alcança 58% das intenções de voto quando o adversário no PT é o senador Aloizio Mercadante, que, com 12%, fica 46 pontos atrás de Serra. No cenário contra a ex-prefeita Marta Suplicy, Serra atinge 50% dos votos. Fica 36 pontos à frente da petista, que aparece com 14%. Considerando-s e apenas os votos válidos (quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos), o prefeito chega a 65% no primeiro cenário e a 57% no segundo. É a primeira vez que o nome de Serra aparece numa pesquisa para o governo paulista. Na última terça-feira, depois de uma longa disputa interna, o PSDB anunciou o governador Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República. A escolha fez recrudescer as especulações a respeito da candidatura Serra ao Bandeirantes e aumentou ainda mais a pressão interna no tucanato para que o prefeito decida concorrer. Serra, que assumiu por escrito o compromisso de permanecer na prefeitura até o final do mandato, tem até o dia 31 de março para se desincompatibilizar da prefeitura se quiser disputar o governo. Quércia líder Sem o prefeito na disputa, a corrida eleitoral paulista muda completamente de figura. Em todos os quatro demais cenários pesquisados pelo Datafolha, o ex-governador Orestes Quércia, do PMDB, apar ece na liderança, condição que já tinha em levantamento anterior, feito em dezembro. Nesses cenários, Quércia hoje disputaria o 2º turno contra o candidato do PT --Mercadante ou Marta. Contra o senador petista, Quércia oscila entre 27% e 29%, dependendo de quem seja o candidato do PSDB (o vereador José Aníbal ou o ex-ministro Paulo Renato). Mercadante, por sua vez, também oscila entre 21% e 23%. Contra Marta, Quércia oscila entre 28% e 29%, enquanto a ex-prefeita se mantém com 20%, seja José Aníbal ou Paulo Renato o nome escolhido no PSDB. A situação dos tucanos sem Serra é bastante desfavorável. Aníbal tem entre 6% e 7% das intenções de voto; Paulo Renato fica nos 3%. Ambos estão atrás do vereador Carlos Apolinário, do PDT, que oscila entre 9% e 10% nos cenários em que Serra está ausente. Assim como os tucanos que ainda buscam um lugar ao sol, Guilherme Afif, do PFL, também figura como azarão. Balança entre 2% e 5% das intenções de voto, a depender do c enário analisado. Marta rejeitada Adversários dentro do PT, Marta e Mercadante estão empatados tecnicamente, considerando-se a margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A ex-prefeita, porém, é a campeã da rejeição, com o dobro da taxa do senador. De acordo com o Datafolha, 41% dos entrevistados não votariam em Marta de jeito nenhum, enquanto 20% dizem o mesmo de Mercadante. Quércia é o segundo mais rejeitado --28% não o escolheriam. Com taxa semelhante à dos demais tucanos, Serra é rejeitado por 15% dos eleitores. Mesmo ressalvando que faltam mais de seis meses para a eleição --e que a pesquisa de intenção de voto é um retrato do momento--, o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, chama atenção para a conjunção entre a baixa rejeição a Serra e a sua altíssima votação. "Hoje ele desponta como franco favorito", diz. O Datafolha ouviu 1.706 pessoas em 45 cidades. |