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SÃO PAULO - Representantes de vários setores estão reunidos para tentar resolver o problema dos congestionamentos de caminhões no trajeto para o Porto de Santos, provocados pelo início do escoamento das safras de soja e açúcar. No início da semana, os congestionamentos chegaram a 10 km e caminhões ficaram quase três horas parados. Alguns pararam em acostamentos das estradas, causando risco para os motoristas. A situação tende a piorar. Nos períodos de maior movimento, 7 mil caminhões seguem por dia para a Baixada Santista pela Via Anchieta. A Rodovia dos Imigrantes não é usada por caminhões pesados. Numa reunião realizada nesta quarta-feira, uma das propostas era que a Ecovias, que administra as rodovias Anchieta e Imigrantes, barrasse os caminhões ainda na capital paulista para evitar que eles chegassem à Baixada Santista. Segundo a Ecovias, não há, porém, local no planalto para fazer a contenção. O prefeito de Cubatão, Clermont Castor, disse que, se os problemas causados por caminhões na cidade ocorrerem novamente, ele vai interromper os acessos à avenida Plínio de Queiroz. - O porto traz muito ônus e pouco bônus à Cubatão. Eu não vou arcar sozinho com esse ônus - ameaçou. A Rodovia Plínio de Queiroz, perto da Cosipa, vai receber os caminhões. Os usuários do Porto de Santos e do Pólo Industrial de Cubatão querem ainda discutir com a Ecovias a utilização de acostamentos da Via Anchieta como bolsões de estacionamento para caminhões. O secretário de Indústria, Comércio e Porto de Cubatão, Ricardo Lascane, afirmou que a idéia é fazer bolsões de contenção de carretas fora do município. - A Prefeitura de Cubatão não terá dúvidas de que o congestionamento não acontecerá mais aqui - disse ele. O secretário de Assuntos Portuários de Santos, Sérgio Aquino, defendeu a criação de um estacionamento público na Baixada Santista, mas afirmou que o investimento teria de ser feito pelo governo federal. Em Santos, o trânsito na Avenida Mário Covas, principal acesso aos terminais portuários instalados no Corredor de Exportação, na Ponta da Praia, foi interrompido nesta quarta-feira por mais de dez horas. A Guarda Portuária (Gport) registrou cerca de 300 carretas paradas nos dois sentidos da avenida na hora do pico do congestionamento. O problema começou por volta das 6h, pouco depois que o tráfego de veículos nas vias Anchieta e Piaçaguera-Guarujá, nas proximidades de Cubatão, foi normalizado. A CET de Santos conseguiu liberar uma pista em cada sentido de direção para o tráfego de automóveis. As outras duas faixas de cada via foram destinadas às filas de caminhões. Exportação de soja faz caminhões travarem o tráfego na Baixada Santista Conforme a assessoria de imprensa da Codesp, a aglomeração de veículos na Avenida Mário Covas obrigou a Gport e a CET a aplicar medidas paliativas na contenção do fluxo de caminhões. Entre elas, a orientação aos motoristas para que permanecessem em fila até serem chamados aos terminais. - Há dois problemas em Santos: um é a estrutura para contêineres e outro é a falta de gestão no tráfego, desde os estacionamentos de carretas, em Cubatão, até o porto - disse Édson Dantas, gerente da Caramuru, que administra terminais no porto. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o porto, culpou no início da semana a falta de logística dos produtores, que sem ter como armazenar tanta mercadoria, resolvem o problema enviando a carga para estradas, ferrovias e portos. - O problema é que mandam mais carga do que a capacidade de escoamento do porto. Para resolver o problema deles, causam problema no porto - afirmou a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa. Além do intenso movimento de caminhões, trechos da Via Anchieta estão em obras de recapeamento. |