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A Volkswagen do Brasil anunciou um plano de reestruturação que inclui o corte de postos de trabalho e uma redução nas exportações. O presidente da empresa no Brasil, Hans-Christian Maergner, afirmou que vai cortar 25% de seus custos com pessoal para os novos modelos. Para os modelos das atuais linhas também deve haver cortes de postos de trabalho. O sindicato de metalúrgicos de Taubaté (SP), onde a empresa possui fábricas, afirmou que 6.000 dos 22 mil empregos da Volkswagen estão em risco. A empresa não deu números exatos para as demissões e disse que esse ponto será negociado com os sindicatos. "A Volkswagen do Brasil acredita que cortes em produção e de milhares de empregos são inevitáveis", diz a empresa em nota. A Volks também informou que pode vir a fechar uma das cinco unidades de produção no país e que essa é uma determinação da matriz da Volkswagen, na Alemanha. "A matriz, na Alemanha, concluiu que a Volkswagen tem uma fábrica a mais no Brasil", disse Maergner. Segundo ele, não há possibilidade de novo acordo de estabilidade com os sindicatos como os fechados anteriormente. O último acordo de estabilidade fechado com a unidade Anchieta termina em novembro. Maergner disse que, se a empresa conseguir aumentar a competitividade e diminuir os custos, a lucratividade só será alcançada em 2007. O presidente da empresa também prevê uma redução de 40% nas exportações até 2008, quando a montadora deve vender 100 mil unidades a menos para outros países do que em 2005 (quando exportou cerca de 256 mil unidades). Maior exportadora de veículos no Brasil, a montadora foi especialmente afetada pela queda do dólar. A moeda norte-americana tem sido negociada abaixo de R$ 2,10 nos últimos dias, a menor cotação em cinco anos, o que reduz a competitividade das exportações brasileiras. Segundo Maergner, além do dólar a empresa também tem arcado com aumentos nos custos de mão-de-obra e matérias-primas, que fizeram com que a montadora deixasse de ser lucrativa. |